
No tear das viúvas
o labor é doentio
Em suas mãos,
o sangue das chuvas,
As gotas com as quais me delicio.
Lá desembarcam os corvos
ao gemer dos violinos
Alvorecem no solstício estorvos
e só restam desatinos.
Despertam, então, as delirantes agulhas,
Perfurando, invadindo, dançando por entre as entranhas
Avançam na carne, penetram a alma, soltam fagulhas.
Sobra sacrifício, morre a façanha.
(2010)
Nenhum comentário:
Postar um comentário