sábado, 26 de fevereiro de 2011

O tempo dos percevejos



Maldita a carne
que escapa da sua alma,
Andarilho sertanejo. B
endito o velório
que fez cessar sua dor,
chicoteada pelo simplório realejo.

Abençoadas as lágrimas
que lavam seu sangue,
bebida do infinito.

Aproveite!
Se banhe no próprio sofrimento,
nas correntes do erudito
Drena o mangue lodoso
que putrefaz seu corpo.

Suave lamento,
esquece o rito
E desperta o sentimento.

Afinal,
Não existe momento.

(2010)

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