Estará o segredo da vida
No som, na luz, no mar, no vento?
Vivo, procuro, sonho e tento.
Mas não há vida nem sonho, afinal
Segredo velado no choro da vela; lamento
que senta, reza e espera
canta, proclama e chama dos pecados o capital.
A chama incendeia e ensandece
Vem e desaparece
Já nasce morta a rotina, a epopéia do banal
pois não existe tempo,
muito menos do começo, o final.
(2010)
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