O amargor impregnado na minha boca
tem o gosto suave do fracasso
dos caminhos farpados por onde passo
do meu sangue agonizante, agora escasso
Para livrar-me do ardor que me persegue as entranhas
As mágoas do vazio eu invento
Forjo minha falta de sentimento
Costuro os gritos e lamento
Minhas dores tamanhas,
abandonadas ao relento.
(2010)
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