A minha mente sente,mas não sente,
mente.
Mente porque não sente.
Engana como a gema reluzente
Trapaceia, rodeia, em qualquer vertente
É o nascer do sol poente
Um rio morto, sem nascente,
com as pontas dos dedos dormentes
imersas em breu
Já que nada mais é seu,
O horizonte partiu,
morreu.
(2010)
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