
O amor inventado
as farsas encena,
Não há tortura maior,
o coração apodrece e gangrena.
O vício regenerado
não seca o pranto dos santos
Que pena!
A queda da fantasia
só aumenta aquela sede obscena.
As asas quebradas, perdidos os encantos
A fé adoece, a ordem desordena
Ressuscita a esfinge, a renda
As injustiças, uma centena.
O sangue ferve, envenena
Dos pecados os terrenos,
A morte dos pequenos
O sonho amargado
O levantar do cajado.
(2010)
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