Por que chora, se é fera?
Por que mata, se venera?
Sua agonia é grande,
impera
Corrói a virtude,
degenera
Liberta o fogo,
encarcera.
Anda, se regenera,
se espreguiça, chama a primavera!
Canta dos fados o mais sincero
Não navegue nos enganos que supusera
Cale-se! A raiva vocifera
Não é nada, senão uma quimera.
(2010)
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