sábado, 26 de fevereiro de 2011

Anestesia

Seu toque bruto me arrancou de um sonho doce, sua pele chocava-se contra a minha, transportando-me para devaneios ainda mais distantes. Entregar-lhe-ia não só meu corpo maculado, mas também minha alma pecaminosa. As pernas enroscavam-se graciosamente. Um ar denso e profano tomou conta do quarto de hotel, era aquela respiração ofegante que ritmava nossos movimentos, anestesiando minha moral.

(2009)

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