
Há algo, não sei, no seu andar
Talvez sejam os seus passos ritmados
Fortes como os de um militar
Ou então os quadris armados
Está sempre prestes a matar
Até seus dentes parecem mais afiados,
Mas não deve ser nada,
Só o Amor no meu olhar.
(2010).


Sê com o tempo paciente
Ele vem feroz e desatina
Mas de ti não levará o que é permanente
Tua jovialidade de menina
Verás então porque o tempo é tão fremente
Inveja, enraivecido, tua beleza assassina
Que aniquila, das almas, irreverente
A latente e doce toxina
É, contudo, teu andar de bailarina
que transforma a dor de um coração doente
no mais tenro ingrediente
da tua sede leonina.
Anuncias feliz e inconsequente,
Com teus olhos de Capitolina,
A ressaca do mar e a enchente,
Olhar que afoga e ilumina
Encaras o céu no mar e fazes, repentina
Da lua teu pingente
Descerá, hoje, do céu, uma estrela peregrina
Para entregar-te o presente
Carolina,
Que seja eternamente
Suspiro adolescente
Sorriso que fascina.
(2010).






Não sei se estranho