domingo, 27 de março de 2011

Por que te preocupas?


Arranca-me da dor um suspiro,
mas do ódio eu não esqueço
Desatinado, na cama, reviro,
pois sei que nada de bem eu mereço

Então, por que te preocupas?

Tua febre desvairada já te ocupas
De nada da sorte tenho eu culpa
Devo ser, seria eu alucinação febril,
demente e infantil da tua mente
calada, carente? Desejo inconsciente?
Pecado ardente, servil.

Profecia sanguinária de uma cigana vidente,
Que me encara pelas mãos e ri contente
Arrancando da minha alma pensamentos sãos e decadentes.

Afinal, por que te preocupas?
Eu sou o mal
E serei contigo inconsequente.

(2010).

Nenhum comentário:

Postar um comentário