
Estendo minha mão à Morte
Convido-a para a última dança
Não me encara, como uma cortesã
E leva a infantil criança
Perco-me no baile sem vida,
sem morte,
sem sorte de não viver
sem vontade de não poder
unir vida e morte
numa belicosa temperança
Ah, mas meu sangue ainda corre,
a Morte ainda morre
e escorre o pequeno sem esperança
fugindo da vida
com o pescoço tomado por um apertado garrote.
(2010).
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