domingo, 27 de março de 2011

Sacristia


Rezo, mas apago o cigarro na cruz
O perfume amargo da madeira me seduz
Creio, mas agarro o profano, o pecado
que sacia minha sede de alcaçuz

Não há fé verdadeira; o sagrado envenena
A decadência tanto putrefaz que reluz

Desgraça derradeira
Deus está morto; não existe Jesus
Não encontrarei jamais a maldita luz.

(2010).

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