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Café de Suicidas
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Fugaz
Esse perfume de ametista
me atiça um pouco mais;
Rasga meu delírio simbolista,
me queima e me putrefaz.
Embriagado, o Amor é um equilibrista
que se arrisca por demais...
E ainda, audaz, finge que é artista,
pensando que me satisfaz.
(2010).
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