segunda-feira, 23 de maio de 2011

Labirinto do agora


Meu coração anda faminto,
mas és tu que me devoras...
Pela força do instinto,
da minha culpa te enamoras.
É triste o fim que eu pressinto.
Gotejam quentes as horas,
enquanto digo que te amo e
dissimuladamente minto,
Ainda te iludem as esperanças de melhora?

Esqueça!
Não tenho moral, eu admito...
Acreditas em mim, minha senhora?
Vai, voa longe, até o infinito,
até o último borrão inaudito de aurora...
O teu destino paira lá, manuscrito.
Agarra-o e corta teu coração fora.

(2010).

Nenhum comentário:

Postar um comentário