
Caio a ti, de joelhos
Imunda e santa, cigana;
Imaculada e leviana.
Teus olhos sujos e vermelhos
Refletem o caos da vida urbana,
Do agora, do momento.
Da tua carne venenosa:
Do meu maior lamento,
Que permaneças saborosa
Até o último sacramento.
(2010).
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