
Minha alma caminha suspensa
Longe da vida, da saudade,
Não que ela me pertença,
É fruto da vontade
Daquela que já morreu
Infectada pela calamidade
De amar aquilo que já não é mais seu
Perdeu-se, por isso, na descrença
Castigada pelo ódio e pela ofensa
Vencida pela triste maldade
Por tudo que nunca aconteceu
Não me entregarei jamais ao Amor: essa infeliz doença
Nunca acometerá este coração que já apodreceu.
(2010).
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