
A vida desperdiçada
É vista da janela
Caminham os soldados
E ecoa o choro na favela.
Cidade tão amada
Tem seus gritos calados,
Lamenta o sentinela.
Em sangue embebida,
Dela voam os sonhos alados,
A paz desejada nas rubras capelas.
Mas virá uma bala perdida
E arrancará toda a vida que há nelas.
E a fé aonde anda? Caída?
E a Nossa Senhora? (Des)aparecida?
Teria se esquecido dos pregos tantos que a violência martela?
(2010).
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