
Caminho itinerante
beirando os rios e o desatino
à procura de gemas: ouro e diamante
uma luz reluzente no final de seu destino.
O seu coração bate distante,
no nascer do ribeirinho
O seu nome, bandeirante,
esconde o seu sangue, assassino.
Fez da mata sua amante,
desvirginou-a sem carinho
Os seus passos inconstantes
marcaram na relva seu caminho.
Botas inventadas sobre um futuro retirante...
É anunciado um mito guerreiro:
o fatigado povo brasileiro; heróico retumbante,
que rasteja preguiçoso, sem sequer um diamante.
(2010).
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